Achado não é roubado...
ama-me quente e profundo
uma última vez
ama-se sincera e verdadeiramente
uma única vez
desfaz essa dureza
me faz novamente ter certeza
de algo além dessa dor
dor que dilacera e acelera
move e remove
os emaranhados escondidos do meu ser
a calmaria falsa de meus olhos
a força frágil de meus anos
a ausência presente de teus encantos...
encantos etéreos e irreais
fantasmagóricamente reais
meramente carnais
será possível tudo ser assim, tão fulgás?
ama-me uma última e única vez
e depois faça voltar o tempo
estale os dedos para que ele volte
naquele instante
aquele instante mesmo
aquele no qual te conheci
Sim, eu escrevi isso. Em 23 de abril de 2004. Achei hoje...


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