Perto demais... do fim?
É... nada mudou desde as palavras do post abaixo. Quer dizer, quase nada.
Uma das coisas que mais gosto é conhecer novas pessoas. Elas são desafios. São um ampliar de horizontes que a mim sempre foi muito necessário. Mesmo que essas pessoas não permaneçam por muito tempo convivendo comigo. Acho mesmo que cada coisa dura o tempo que tem que durar. Só não me pergunte o porque...
No meu profile do orkut eu escrevi que nunca deixo de me surpreender com as pessoas. Com suas maldades e com suas belezas. A cada dia isso se confirma com mais força. O tempo é aliado, mas também inimigo, muitas vezes. Às vezes conhecemos uma pessoa há anos e ao mesmo tempo nada sabemos dela. Fico um pouco desapontada com essas constatações. Algumas pessoas acham que podem fazer tudo e dizer tudo e que você tem que aceitar. O que você sente não é importante.
Ao mesmo tempo, vem alguém que quase não te conhece e demonstra tanto cuidado e carinho. E consegue, com pequenos gestos, te fazer lembrar do que é realmente importante. As pequenas coisas. Uma flor, um bombom, um sorriso, um abraço... Ninguém precisa de gestos épicos. A gente precisa é de carinho, respeito e compreensão. A gente precisa ser ouvido, sometimes... Eu preciso, ao menos.
O cinema e a música, dupla constante na minha vida, sempre me causam sensações e reflexões muito profundas. Para mim, eles não são só entretenimento. Na verdade, eu acabo absorvendo tudo o que vivo de forma muito intensa. Ontem vi Closer pela segunda vez. Um filme bom deve ser visto no mínimo duas vezes.
Esse filme me causa duas reações imediatas: lágrimas e inveja. Muita gente pode achar que o filme é desesperançoso quanto aos relacionamentos amorosos. O que eu acho é que se todos fossem cruamente sinceros como as personagens do filme, a vida seria mais simples. Nem sempre mais fácil ou feliz, mas mais simples certamente. E, ultimamente, ando prezando muito a simplicidade, pois a falta dela torna tudo insuportável. Agrava o medo, o orgulho, o egoísmo. Enfim... Veja o filme, se ainda não o fez.
As incertezas hoje são menores do que as certezas. Mas, as incertezas habitam lugares mais vitais do que as certezas. Isso é mau. Mas, não é irreversível.
"I can't take my eyes of you..."


5 Comments:
At 5:45 PM,
Jaky said…
Jac...achei muito interessante este texto!!
Sabe a vida é assim mesmo, muitas vezes estamos numa névoa e não encontramos o caminho nem a solução, mas cedo ou tarde o sol vem e volta a brilhar, te mostrando o que realmente é importante e essencial... talvez ja esteja te mostrando... tenha paciência, pois muitas pessoas tem problemas em se mostrar verdadeiramente...
Beijinhos...
At 12:45 AM,
Juliano Filipe Rigatti said…
Caralho! Só não precisa dessa música no filme... um dia te explico.
Jac Medeiros. Este texto está a tua cara: sincero e muito bem escrito. Vou ver o filme e depois falamos mais... beijo.
At 12:31 PM,
sandra said…
Leio vez por outra um testo teu, sempre bem escrito. Ali, claro, com dores e objetivos. Sinto um misto de curiosidade e vontade de ter esta determinção e a busca pela verdade nas relações - como é difícil, como as pessoas se escondem irreparevelmente às vezes, para sempre dos seus proprios sentimentos...
Sandra Regina.
At 12:34 PM,
sandra said…
corrigindo o s no texto....errei a tecla!!!
E pensando melhor,ditado muito antigo...pau que nasce torto, ou se endireita de pequeno ou... morre torto....
Sandra Regina
At 1:40 PM,
Jacqueline Oliveira said…
Sandra Regina... onde me achaste? qual teu e-mail de contato? :)
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